Como negociar dívidas
Algumas pessoas dirão que não tem dívidas …. mas basta perguntar
“você possui alguma compra parcelada?” para descobrirmos que isto não é uma
verdade absoluta!
“… Dívida é a maneira de se usar um futuro poder de aquisição no presente
antes de que uma soma tenha sido ganha.“
Como queremos aproveitar o presente (carpe diem), é
natural que façamos dívidas. E não há mal nisso, desde que nosso futuro não
seja comprometido.
Algumas dívidas podem até ser
consideradas investimentos, como o financiamento da faculdade, de uma
casa ou de um carro, quando utilizado para gerar renda.
O problema é quando as dívidas saem do controle e começam a impactar nossa qualidade de
vida.
A maioria das pessoas que
adquire uma dívida tem intenção de pagá-la… um dia. O que acontece é que nem
sempre as coisas caminham conforme o programado. Tem sempre algum imprevisto no
meio do caminho: um gasto não planejado, uma diminuição de receita inesperada e
aí vai. Estamos acostumados a viver no limite e com a esperança de que com o
velho “jeitinho brasileiro, tudo no final dá certo”. De fato, tudo pode dar
certo realmente, mas muitas vezes às custas de sacrifícios desnecessários.
E quando se fala em administrar
as dívidas, muitas vezes não há como fugir destes sacrifícios.
A seguir algumas dicas para gerenciar melhor este passivo.
A seguir algumas dicas para gerenciar melhor este passivo.
1. Levantando
as dívidas
O primeiro passo é saber o tamanho do
problema. Para isso, liste todas as dívidas em uma planilha, com o dia de
vencimento, descrição, valor devido, valor da parcela, número de parcelas a
vencer e a taxa de juros.
Por exemplo:
|
Dia
|
Descrição
|
Valor
Devido
|
Valor da
parcela
|
Número de
parcelas
|
Taxa de
juros
|
|
10
|
Cartão de Crédito
|
3.000,00
|
150,00
|
20
|
7,5%
|
|
15
|
Financiamento carro
|
15.000,00
|
1.000,00
|
15
|
2,74%
|
2. Conheça as suas Receitas e
Despesas
Analise as suas receitas e despesas, desconsiderando as dívidas.
Veja quais despesas podem ser cortadas para fazer sobrar o máximo de dinheiro
no final do mês. Este valor é a sua capacidade de pagamento das parcelas da
dívida. Considere 80% deste valor, como
margem de segurança, no caso de haver esquecido de alguma outra despesa
ou mesmo para imprevistos.
3. Avalie seu patrimônio
Antes de você ir ao banco conversar com o seu gerente sobre as
dívidas, faça uma avaliação do seu patrimônio. Veja se não há bens dos quais
possa abrir mão: o segundo carro da família, a motocicleta que só é usada em
fins de semana, a casa de campo que os parentes usam mais do que você. Pesquise
o quanto você pode obter com a venda. Muita gente tem a impressão que é dar um
passo para trás ao se desfazer de um bem duramente conquistado, mas esta é uma
forma de se sair rapidamente do buraco. Além de permitir que se quite boa parte
das dívidas ou, quem sabe, o total delas, a venda de um bem não-essencial traz
um alívio ao seu orçamento doméstico. Não ter um segundo carro pode diminuir o
seu conforto, mas isto também diminui os seus gastos. Pense no quanto vai
economizar ao deixar de pagar seguro, IPVA, manutenção etc.
4. Renegociação de dívida
Para quem tem mais de 30 anos, o termo “renegociação da dívida”
é bastante conhecido. Antes de alcançar uma certa estabilidade, o Brasil passou
por diversas crises econômicas e recorreu diversas vezes ao FMI para renegociar
a sua dívida. Os motivos foram os mais diversos, mas basicamente o Brasil se
viu incapacitado de honrar seus compromissos financeiros com os seus credores
internacionais.
Quando se fala em renegociação
de dívida, entenda como uma readequação de valores e prazos de pagamento de
modo que o devedor consiga pagar. A lógica é bem simples: o credor quer receber
e, quando percebe que o devedor dificilmente quitará suas dívidas
conforme o previsto no contrato, ele prefere negociar e receber um pouco menos.
Afinal, é melhor um pássaro na mão…
Assim, procure seus credores,
começando pelos que cobram os juros mais altos (como cheque especial e cartão
de crédito). Explique sua situação financeira e a intenção de pagar a dívida,
mas deixando claro que, nas atuais condições, isto não será possível. Procure
buscar duas coisas: um parcelamento maior da dívida, de modo que cada prestação
caiba em seu orçamento, e uma redução nos juros cobrados. Demonstre os
seus esforços, mostre os seus cálculos de “Receitas x Despesas”, seu Controle
Financeiro e tente renegociar as dívidas para que tenha condições de pagá-las.
5. Faça um Planejamento Financeiro Pessoal
Depois de ter renegociado a dívida, o próximo passo é controlar
suas contas! Para quem não está habituado a fazer um controle
financeiro, saber para onde está indo o dinheiro é uma tarefa complicada. No
entanto, isto é algo que irá lhe permitir identificar quais gastos são
essenciais e quais são supérfluos, além de iniciar uma poupança e começar
a fazer o dinheiro trabalhar para você.
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